Governação e responsabilidade
Aprovação e supervisão das medidas pelos órgãos de gestão, responsabilidades claras, formação e reporte executivo.
NIS2 em Portugal
Regime em vigor
O Decreto-Lei n.º 125/2025 transpôs a Diretiva NIS2 e aprovou o novo Regime Jurídico da Cibersegurança. A preparação exige enquadramento, governação, gestão de risco, capacidade de resposta e evidência — não apenas novas ferramentas.
Atualização editorial
Conteúdo revisto em 10 de agosto de 2026 com base em fontes oficiais.
Enquadramento nacional
O novo regime alarga o âmbito da cibersegurança e reforça a responsabilidade das entidades abrangidas, com requisitos proporcionais à sua dimensão e à importância das atividades que prestam.
O diploma foi publicado em 4 de dezembro de 2025 e transpõe para a ordem jurídica nacional a Diretiva (UE) 2022/2555. O Regulamento n.º 756/2026 veio concretizar requisitos aplicáveis às entidades essenciais, importantes e públicas relevantes.
A conformidade deve ser tratada como um programa contínuo de governação e resiliência. A classificação da entidade, os serviços prestados, a dimensão, o setor e eventuais regimes especiais influenciam as obrigações aplicáveis.
Aplicabilidade
A NIS2 abrange entidades públicas e privadas em atividades críticas. A análise deve considerar a atividade concreta e as regras de dimensão, bem como as exceções e os casos abrangidos independentemente da dimensão.
Obrigações essenciais
O programa deve articular medidas técnicas, operacionais e organizativas proporcionais ao risco. Estas são as frentes que normalmente precisam de ser avaliadas em conjunto.
Aprovação e supervisão das medidas pelos órgãos de gestão, responsabilidades claras, formação e reporte executivo.
Políticas, análise de risco, segurança de sistemas, gestão de vulnerabilidades, criptografia e controlo de acessos.
Critérios de severidade, deteção, escalamento, preservação de evidência e capacidade de cumprir os prazos aplicáveis.
Backups, recuperação, gestão de crise, exercícios e validação de RTO e RPO para os serviços críticos.
Avaliação de dependências e fornecedores, requisitos contratuais, risco de terceiros e acompanhamento contínuo.
Higiene de cibersegurança, formação adequada às funções e procedimentos praticáveis no dia a dia.
Plano de preparação
A Shore estrutura a preparação para que o enquadramento se transforme num plano operacional mensurável, alinhado com o risco e com a realidade tecnológica da organização.
Mapear entidades, serviços, setores, dimensão, dependências e requisitos aplicáveis.
Recolher evidência e comparar governação, processos e controlos com o regime e a regulamentação.
Definir lacunas, risco, responsáveis, esforço, dependências e sequência de remediação.
Executar medidas organizativas e técnicas sem perder continuidade operacional.
Realizar exercícios, medir eficácia, organizar evidência e manter um ciclo de melhoria.
Fontes oficiais
O enquadramento e a regulamentação podem evoluir. A validação deve usar sempre a versão em vigor das fontes oficiais.
Esta página tem caráter informativo e não constitui aconselhamento jurídico. O enquadramento concreto deve ser confirmado com apoio jurídico e técnico adequado.
Avaliação NIS2
Avaliamos o contexto, identificamos lacunas e organizamos prioridades de governação, processo e tecnologia.